7 histórias de empreendedores de sucesso que você precisa conhecer

Conhecer histórias de empreendedores de sucesso que começaram do zero pode ser uma excelente fonte de inspiração para quem está começando. Inclusive, algumas são tão surpreendentes que até parecem ficção.

Sem ter herdado uma empresa altamente lucrativa, sem contar com dinheiro de família, começando de forma realmente humilde, eles conseguiram chegar lá.

É por isso que pessoas de sucesso nos negócios estão aí para mostrar justamente que é sempre possível alcançar seus objetivos, seja lá qual for seu ponto de partida.

Muitas lições podem ser tiradas e muitos erros podem ser evitados — especialmente o erro de desistir!

1. Ralph Lauren

Quem nunca viu uma camisa com o famoso logotipo de um homem jogando polo? A marca é tão famosa que se tornou o próprio nome desse estilo de camisa, de manga curta e gola com botões.

O que nem todo mundo sabe é que o homem por trás da grife, o famoso estilista Ralph Lauren, cujo nome é sinônimo de moda em todo o mundo, cresceu como um filho de imigrantes pobres no bairro do Bronx, em Nova York.

Ele nasceu chamado Ralph Lifshitz, em uma família de judeus que havia fugido da guerra na Bielorrússia. Conseguiu trocar de nome no final da adolescência, depois de sofrer muito bullying por sua origem.

Para se distrair das condições difíceis em que vivia, seu escape era o cinema. Passava quase todo o tempo livre imerso nas diferentes realidades mostradas na tela.

Fascinado pelos filmes, revelaria anos depois que as suas conquistas, improváveis para um menino pobre do Bronx, foram inspiradas na ficção.

Ainda jovem, conseguiu um emprego vendendo gravatas em uma loja chamada Brooks Brothers. Em seu trabalho, ficava imaginando se os homens americanos não estavam dispostos a um estilo um pouco mais ousado.

Desenhou sua própria linha de gravatas, com um corte diferente, mais largo do que se usava na época (anos 1960). O sucesso não foi instantâneo.

Mas, aos 28 anos, quando trabalhava para a fabricante Beau Brummell, conseguiu convencer a companhia a fabricar a sua linha própria de gravatas. A partir daí, fundou sua própria empresa e expandiu para outras peças de vestuário, isso sem nunca ter frequentado uma escola de moda.

Hoje o valor da Ralph Lauren Corporation é estimado em 7,3 bilhões de dólares, segundo a Forbes, sendo uma referência entre os negócios de sucesso.

2. Jan Koum (fundador do WhatsApp)

Jan Koum é mais um dos empreendedores que começaram do zero. Por trás do aplicativo que facilita a comunicação de mais de 2 bilhões de usuários e não para de crescer, existe uma história de grande superação.

Koum nasceu em um vilarejo pobre em uma área rural próxima a Kiev, na Ucrânia, na época da União Soviética. Sua casa não tinha água quente e na escola que ele frequentava não tinha banheiro, então as crianças precisavam sair na área externa para chegar lá. Detalhe: fazia 20 graus negativos no inverno.

Nessa época seus pais tinham medo de falar no telefone, com receio de que o governo soviético pudesse estar escutando. “Você pode ler 1984 (o livro de George Orwell a respeito do controle do Estado sobre a população), mas viver lá era experimentá-lo”, disse Koum certa vez à revista Wired.

Aos 16 anos, em 1992, ele, sua mãe e sua avó conseguiram se mudar para a Califórnia, mas as dificuldades não terminaram. Seu pai ficou na Ucrânia — e obviamente ainda não existia o WhatsApp para encurtar a distância.

Nos Estados Unidos, os três viveram em instituições cedidas pelo governo e para comer também dependiam de assistência.

Durante algum tempo, sobreviveram à base dos “selos de comida”, um programa social de nutrição no qual as pessoas recebiam pequenos cartões que podiam ser trocados por alimentos nos mercados.

Jan Koum conta que chegou a estudar matemática e ciência, mas era “ruim em ambos”. Porém, mesmo sem faculdade foi se aproximando do mundo da tecnologia e teve uma série de empregos até chegar ao Yahoo!.

Lá, conheceu Brian Acton, que seria o cofundador do WhatsApp. Os dois deixaram a empresa no mesmo dia, em 2007. Em 2009, lançaram seu aplicativo, que inicialmente servia apenas para indicar o status quando o usuário não podia atender a uma ligação: “Estou em reunião” e coisas do tipo.

Porém, isso não deu em nada. Curiosamente, naquela época os dois fizeram entrevistas para trabalhar no Facebook, porém foram rejeitados.

Depois que aprimoraram o WhatsApp e mudaram seu foco para mensagens instantâneas, o negócio decolou. Eles alteraram bastante o projeto inicial, mas continuaram fiéis aos seus lemas do início: sem propagandas, sem armazenamento de mensagens.

Devido à sua infância e adolescência, fazia todo o sentido que Jan Koum trabalhasse na democratização das comunicações por telefone.

Em 2014, ele e Brian Acton venderam o WhatsApp para o Facebook (empresa que os havia rejeitado poucos anos antes) e se tornaram bilionários.

3. Oprah Winfrey

Oprah Winfrey é tão influente, que, mesmo nunca tendo exercido um cargo político, o seu nome volta e meia é cogitado para a presidência dos Estados Unidos.

Inacreditável para uma menina que nasceu de uma mãe solteira adolescente em uma zona rural do Mississipi nos anos 1950.

Nessa época, antes dos direitos civis, em um estado sulista (como o Mississipi), negros poderiam ser presos ou mortos por tentarem votar ou simplesmente entrar em um restaurante para brancos.

Oprah foi criada pela avó nos primeiros anos de vida, mas ela era tão pobre que fazia vestidos para ela com sacos de batata. Depois, aos seis anos, foi morar com a mãe em Milwaukee.

A mãe, com dificuldades para criar ela e uma irmã sozinha, mandou Oprah para viver com o suposto pai, que na época tinha se tornado um barbeiro no Tennessee — anos depois, outro homem alegaria ser seu verdadeiro pai.

Oprah conta ter sido vítima de abusos sexuais durante a maior parte da infância e aos 14 anos ficou grávida, mas o bebê nasceu morto. Assim, tudo que ela sofreu se tornou combustível para o sucesso que viria a obter.

Oprah transformou o mundo dos talk shows com sua abordagem direta, sincera e confessional. Enquanto sua família não havia acreditado nas histórias de abuso, o mundo acreditou.

Em sua jornada, Oprah deu voz aos oprimidos e ajudou a mudar a cultura do seu país e de muitos outros. Impulsionada pelo seu programa, que foi um sucesso de audiência durante 25 temporadas, Oprah criou um império.

Hoje seu valor de mercado é de 2,6 bilhões de dólares, segundo a Forbes.

4. Alberto Saraiva (criador do Habib’s)

As histórias de gente que venceu começando do zero não são exclusividade dos Estados Unidos. Você sabia que uma das maiores redes de fast food do Brasil tem uma tragédia por trás?

O pai de Alberto Saraiva trouxe a família de Portugal para o Brasil em busca de novas oportunidades e quando Alberto tinha 17 anos a família se mudou do interior do Paraná para São Paulo para que ele pudesse perseguir seu sonho de ser médico.

Para pagar as contas, seu pai comprou uma padaria, porém o negócio não era tão bom. A situação ficaria pior: em um assalto ao estabelecimento, o pai de Alberto foi assassinado.

Mesmo abalado e traumatizado, Alberto trancou o curso de medicina e assumiu o empreendimento do pai, mas a situação não era nada boa, pois a padaria tinha equipamentos velhos, pouca mão de obra e muita concorrência.

Assim, sua estratégia foi vender pão 30% mais barato que os concorrentes. Pouco mais de um ano depois, vendeu a padaria, agora faturando, para outro português. Em seguida, voltou a estudar.

Durante o restante do curso de medicina, porém, sempre dividiu suas atenções com outras empreitadas. Criou a Casa do Pastel, sempre vendendo baratinho, e fez sucesso. Depois a do nhoque, a da fogazza, a da pizza.

Quando se formou, Alberto guardou o diploma e voltou para trás do balcão e no fim nunca exerceu a medicina, até que um dia conheceu um cozinheiro que pedia emprego e era especialista em comida árabe.

Nascia assim o Habib’s, que está entre as empresas de sucesso do Brasil, contando hoje com 22 mil colaboradores, 430 restaurantes em todo o Brasil e 9 bilhões de esfirras vendidas desde a fundação da rede.

5. Flávio Augusto da Silva (Wise Up)

Flávio Augusto da Silva é nascido e criado na periferia do Rio de Janeiro, filho de pai militar e de mãe professora da rede pública.

Como tantos milhões de brasileiros em grandes cidades, gastava horas no transporte público diariamente. Não chegou a fazer faculdade e aos 19 anos começou a trabalhar em uma escola de inglês vendendo os cursos em um orelhão.

Em quatro anos virou diretor regional comercial da empresa. Percebeu que o mercado estava mudando e passando a exigir o inglês, então decidiu lançar uma novidade para a época: inglês para adultos.

Ele e a mulher, Luciana, pegaram um empréstimo de R$ 10 mil cada e iniciaram a Wise Up, uma escola que cobrava mais caro que a maioria, mas oferecia um curso completo em 18 meses.

Flávio chegou aos 26 anos com 24 escolas e 1,2 mil funcionários.

Ele vendeu a rede com 393 filiais ao Grupo Abril Educação, em 2013, por R$ 877 milhões, e a recomprou em 2015, em crise, por R$ 398 milhões.

Depois da reestruturação, em 2017, vendeu 35% da Wise Up a Carlos Wizard, criador das escolas Wizard, formando uma holding de educação.

Em 2013, diversificou bastante os negócios ao adquirir o clube de futebol Orlando City, dos Estados Unidos, que contratou Kaká.

Além de bilionário e um empreendedor de sucesso, Flávio se tornou um guru do empreendedorismo.

Uma das principais bandeiras que defende é inspirada na própria história de vida: a capacidade de realização de qualquer pessoa, ainda que começando do zero ou enfrentando grandes obstáculos.

6. Eloi D’Avila (FlyTour)

Aos 9 anos de idade, Eloi D’Avila fugiu da casa da irmã que o criava, escapando de um cunhado alcoólatra e violento, em Rio Negro, interior do Rio Grande do Sul. Foi até São Paulo de carona e viveu nas ruas trabalhando como engraxate e vendedor de jornal, entre outras profissões.

Chegou ao Rio de Janeiro e, depois de trabalhar lavando e guardando carros, virou office boy na agência de turismo Stella Barros. Esse foi o seu primeiro contato com o ramo que o deixaria milionário.

A dona deixava que ele dormisse no sofá da loja, o que o permitiu sair da rua depois de muitos anos. Casou-se, teve filhos, chegou a acumular três empregos simultâneos e depois ficou desempregado.

Tornou-se representante no Brasil da rede de hotéis Pan-Americana, trabalho que o levou a criar a EDO Representações.

A EDO foi o embrião da FlyTour, empresa líder em emissões de bilhetes aéreos na América Latina e a maior agência do Brasil de “business travel”, viagens para empresas.

7. Geraldo Rufino (JR Diesel)

Após a morte da mãe, Geraldo Rufino abandonou a escola na segunda série, aos sete anos. Ainda criança, recolhia latinhas para vender no ferro-velho e morava na favela do Sapé, em São Paulo.

Voltou a estudar aos 13, por exigência do gerente do Playcenter, que o contratou como office boy. Foi conquistando seu espaço aos poucos, até que, por volta dos 25 anos, tinha dois caminhões, que usava para transportar adubo.

Em um acidente, em 1985, seus dois caminhões ficaram inutilizáveis. Sem seguro, se viu obrigado a desmontá-los e vender as peças. Foi um golpe fatal para o seu negócio, mas, em meio à adversidade, ele percebeu que havia espaço para esse trabalho no mercado.

Nascia assim a JR Diesel, que hoje é a maior empresa da América Latina em reciclagem e desmontagem de veículos.

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